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TRABALHO DE PESQUISA

REDE SOCIAL E SUPORTE SOCIAL DE IDOSOS DA COMUNIDADE

ANGELICA APARECIDA DE CASTRO
LADY JÉSSICA ROSA
MARINA LELIS FERREIRA DA SILVA
PRISCILA QUEIROZ
ROBERTA MORAIS TEIXEIRA


RESUMO: O crescente envelhecimento da população mundial, inclusive no Brasil, ressalta a importância de medidas públicas para se lidar com esta situação. Em nosso país, a realidade mostra que a maioria dos idosos é do sexo feminino; vivem em lares cercados com as várias gerações da família; é referência econômica nos mesmos apesar de possuir baixo nível socioeconômico; e são idosos que convivem com pelo menos uma doença crônica que não os impede de realizar as atividades diárias.
O suporte social se traduz em formas de proteção, ajuda acompanhamento instrumental, econômico, social, emocional, físico e que são oferecidos de forma unilateral ou recíproca. É oferecido por familiares, empresas, amigos e até por vizinhos. Fornece conseqüências positivas para a saúde física e mental do idoso além de promover seu bem estar psicológico. Contudo, o suporte social também pode causar conseqüências negativas uma vez que, em uma sociedade moderna, os contatos são de reciprocidade e quando isso não se torna possível os idosos podem se sentir dependentes ou um fardo para as outras pessoas, o que acaba por afetar sua saúde. Com isso se aprende que as pessoas necessitam umas das outras numa relação de interdependência.

PALAVRAS-CHAVE:  Velhice, Suporte Social, Saúde


INTRODUÇÃO

Considera-se apoio social um sistema de relações pelas quais os indivíduos recebem ajuda material emocional ou de informação para enfrentarem situações geradoras de tensão emocional. Ele inclui as políticas e as redes de apoio social às pessoas. Essas redes de apoio social atuam como agentes na integração do idoso na comunidade, minimizando assim os riscos de exclusão social e, conseqüentemente, de danos à sua saúde. É um processo recíproco, que gera efeitos positivos tanto para o sujeito que recebe como também para quem oferece o apoio.
De acordo com Alvarenga (2008) o processo de envelhecimento é um fenômeno que percorre toda a história da humanidade, mas apresentam características diferenciadas de acordo com a cultura, o tempo e o espaço. O envelhecimento tem especificidades distinguidas pela posição de classe de indivíduos e grupos sociais, assim como pela cultura, política, condições socioeconômicas e sanitárias das coletividades. As relações sociais podem desempenhar uma função fundamental para manter ou mesmo promover a saúde física e mental dos idosos. Os efeitos positivos do suporte social estão associados com a utilidade de diferentes tipos de suporte fornecidos pela família: emocional ou funcional.
Segundo ALVARENGA org. (2008) na consideração às necessidades específicas dos idosos, os sistemas de suporte social possuem grande importância, sendo classificados em formais e informais. Entende-se por sistema formal os serviços de atendimento ao idoso que incluem hospitais, Instituição de Longa Permanência (ILPI), atendimento domiciliar, programas formais de capacitação de pessoal voltados ao atendimento dessa população. Já o sistema informal ou rede de suporte social inclui as redes de relacionamentos entre membros da família, amigos, relações de trabalho, de inserção comunitária e de práticas sociais. A família apresenta grande importância, por ser o contexto social mais próximo no qual os indivíduos estão envolvidos e os relacionamentos mantidos por co-residentes em seus arranjos domiciliares têm efeitos positivos para a saúde.
Segundo NOGUEIRA (2009), devido às perdas de pessoas de seu convívio, o idoso tende a ter uma redução nas relações sociais. Entretanto, compete a ele evitar ou retardar seu afastamento social por  intermédio de atividades socioculturais e educacionais.
Existem algumas teorias sobre este acontecimento na vida dos idosos. A teoria da atividade, por exemplo, propõe que a redução das relações deve-se à progressão de perdas no processo de envelhecimento, que podem incluir a morte do cônjuge, de amigos, perda da própria saúde, afastamento dos filhos, e dependeria do idoso manter ativo seu papel, suas relações e motivações, pois maiores serão os benefícios para a sua saúde e sua satisfação de vida (CACHIONI, 1998, apud NOGUEIRA, 2009).  A teoria do afastamento explica que o isolamento social do idoso é natural, uma preparação para a morte que se aproxima – a sociedade abandona o idoso e o idoso a abandona (NOGUEIRA, 2001).
Antonucci usa o termo comboio social para afirmar que as pessoas se desenvolvem, vivem e amadurecem envolvidas em redes de relacionamentos sociais. Na perspectiva do curso de vida, o Modelo do Comboio de relações sociais descrito por Kahan e Antonucci (1980, apud NOGUEIRA, 2001) e a Teoria da Seletividade Sócio-emocional de Carstensen (1995, apud NOGUEIRA, 2001) permitem entender outras  facetas das relações sociais na  fase adulta e na velhice. No Modelo do Comboio, o indivíduo, ao longo do ciclo vital, é cercado por relacionamentos sociais, por pessoas com funções de proteção, socialização, apoio emocional, instrumental, pessoas significativas, importantes para a saúde psicológica dos indivíduos. Porém, o grau de importância varia, por isso, as relações sociais podem ser hierarquizadas.
Os estudos de Carstensen confirmam que na velhice as pessoas interagem bem menos com os outros do que na juventude. Eles mostraram que as hierarquias de metas que organizam os motivos sociais sofrem alterações ao longo do curso de vida através do modelo chamado Teoria de Seletividade Socioemocional (TSS) que focaliza os mecanismos psicológicos dessa mudança (aquisição de informação, desenvolvimento e manutenção do autocontrole, regulação da emoção). De acordo com a Teoria de Seletividade Socioemocional as diminuições do contato social e do número de parceiros sociais refletem a perda relativa de significado de algumas metas e o aumento do significado das emoções na vida dos idosos. A TSS representa um rompimento radical com a visão de velhice como um constante processo de deterioração caracterizado por afastamento social e falta de colorido emocional.
Para a seleção, escolhas das pessoas da rede social existem fatores que influenciam. Por exemplo: o contexto social, as oportunidades que o ambiente oferece para a adaptação aos padrões sociais e as características da personalidade, associadas ao bem-estar subjetivo e à satisfação social. A diminuição do número de pessoas da rede social é gradual, refletindo uma relativa perda de significado de alguns motivadores. Com a idade, as pessoas passam a depender mais de estratégias internas de regulação emocional, mas as relações continuam sendo importantes, quer como ponto de referência para a própria identidade ou como fontes de apoio social, instrumental e/ou emocional (NOGUEIRA, 2001).
Os efeitos da estrutura social no bem-estar psicológico das pessoas estão presentes implicitamente na Teoria da Integração Social de Durkheim. O conceito de integração tem sido usado na forma como um indivíduo se sente como membro de um grupo social, e por partilhar as suas normas, valores e crenças. A integração social não apaga as diferenças, apenas as coordena e orienta promovendo um sentido de significado e de propósito para a vida. Isto é, a integração social leva ao suporte social, protegendo a pessoa contra problemas que podem levar à comportamentos desviantes. Sendo assim, a integração social acontece através de um comprometimento que as pessoas têm com a ordem social, que vem exercer controle sobre o comportamento dos indivíduos.
Além disso, a integração social pode ainda ser medida através da frequência e da intensidade dos contatos sociais. Estes contatos, por sua vez, também reforçam o sentimento de pertença dos indivíduos face à sociedade, o que afeta positivamente a sua saúde (mental e física). No entanto, esta integração social com base na frequência dos contatos pode trazer efeitos negativos na saúde dos indivíduos, mas isso tem que ser medido pela qualidade dos contactos e não só pela quantidade. No geral, esta perspectiva afirma que a frequência dos contactos promove bem-estar aos indivíduos.
A avaliação objetiva da composição familiar e das funções que seus membros exercem é importante porque fornece informações significativas para melhorar o planejamento do cuidado aos idosos, uma vez que a família satisfaz inúmeras necessidades de seus componentes, sejam físicas (alimentação, habitação, cuidados pessoais), psíquicas (auto-estima, amor, afeto) ou sociais (identificação, relação, comunicação, pertencimento a um grupo). O suporte social da família ajuda os idosos no processo de enfrentamento e recuperação de enfermidades, estresse e outras experiências difíceis da vida.
O contato com irmãos é muito importante na velhice, pois esse tipo de relacionamento é fonte de apoio emocional e auxílio prático. Ainda de acordo com Papalia, os idosos que se sentem próximos de seus irmãos expressam sentimentos de paz com a vida e consigo mesmos. Já relacionamento com os filhos geralmente gira em torno do cuidado mútuo. As pessoas mais velhas com mais saúde tem mais contato com a família e os pais mais velhos ajudam os filhos quando necessário. Filhos adultos fornecem cuidados significativos para pais idosos. Papalia afirma que os idosos que não possuem filhos se sentem mais sozinhos e são mais negativos em relação à vida.
 O relacionamento com vizinhos e amigos aumenta o sentimento de utilidade sobre esses idosos; e isso pode ser explicado pelo fato desses relacionamentos serem menos baseados em obrigações sociais. Vale ressaltar que foi notado um aspecto importante sobre as amizades na terceira idade. Elas são muito importantes para os idosos, pois amenizam o impacto do estresse na saúde mental e física, além de tornar as pessoas mais felizes. Os amigos constituem uma fonte de prazer imediato ao passo que a família proporciona maior segurança e apoio emocional.
Investigar a rede social e o suporte social percebido de idosos da comunidade.
Foi realizado um estudo exploratório envolvendo uma amostra de idosos acima de 60 anos que foram submetidos a uma entrevista estruturada com qual foram coletados dados pessoais, informações sociodemografraficas, estilo de vida, APGAR de Família (BRASIL, 2006). É uma medida unidimensional de satisfação com dinâmica de funcionamento familiar, verificando a percepção do idoso quanto aos itens adaptativos, companheirismo o, desenvolvimento, afetividade e capacidade resolutiva.
São cinco questões avaliadas de 0(nunca), 1(algumas vezes) ou 2(sempre). O escore de 0 a 4 indica elevada disfunção familiar, 5 e 6 moderada disfunção familiar e 7 a 10 boa funcionalidade familiar.
Seguindo, há o Diagrama de Kahan e Antonucci (1980), composto por três círculos concêntricos com o pronome eu no centro. Cada circulo refere-se a um grau de proximidade afetiva de uma pessoa em relação ao sujeito e quanto mais próxima do EU, maio importância sócio-emocional.
Foi adotada a técnica de analise de conteúdo para tratar do Suporte Social em comunidade para a coleta de dados nas entrevistas.  Foram analisados os dados transcritos pelos resultados obtidos pelo Software SSPS for Windows onde derivam os temas ou categoria de significados mais importantes.
Foram 60 indivíduos sendo 40 do sexo feminino e 20 do sexo masculino, a participação do estudo foi voluntária sendo autorizado pelos mesmos. Em nossa pesquisa a idade média dos idosos é de 70,9 (desvio padrão de 7,9 anos). Destes idosos 80% são aposentados ou pensionistas. Sobre os participantes da pesquisa, 41 possuem o ensino fundamental incompleto, 10 possuem ensino fundamental completo, 1 possui ensino médio incompleto, 1 possui ensino médio completo,5 são analfabetos e apenas 2 possuem ensino superior. Ao que se refere ao estado civil dos mesmos, 53,3% deles são casados (as); 23,3% são viúvos (as); 8,3% divorciados (as) e 15% solteiros (as). Sobre a moradia dos idosos, 36,7% moram com cônjuge com companheiro; 28,3% moram sozinhos; 13,3% moram com cônjuge e filhos e/ou netos; 20,0% moram com filhos e/ou netos; e 1,7% moram com outras pessoas da família.
Os dados foram coletados em locais escolhidos pelas entrevistadas, podendo ser a residência ou um local de lazer.


O contato inicial foi feito pessoalmente, quando a entrevistadora se dirigia até a residência do sujeito a ser entrevistado, primeiramente era apresentado os objetivos da pesquisa e feito o convite para participar. No primeiro contato, foi pedida a permissão para responder os questionários e deixando bem claro o direito do sigilo.
A técnica para a coleta de dados foi a de entrevista semi-estruturada, tendo como relevância com questões com roteiro, de informações pessoais. Foram usado programa SSPS for Windows para o calculo mais preciso dos dados coletados, e no Microsoft Excel para a produção dos gráficos.
Na pesquisa realizada sobre a rede social e suporte social de idosos, a pontuação média atribuída sobre a satisfação do idoso com sua vida atual foi de 7 pontos, indicando assim que apesar de não ser uma pontuação muito elevada,  a maioria dos participantes da pesquisa possuem uma boa percepção de coerência entre o real e o esperado que conduz a senso de controle sobre o ambiente, a senso de auto-eficácia e a auto-estima elevados.
O suporte social é mais importante por suas funções que por seu tamanho, idosos dão e recebem apoio material, social e psicológico a outras pessoas, e isso os ajudam a manter sua identidade social, se sentirem valorizados, amados e cuidados, os ajudam a interpretar as suas experiências e ganhar senso de pertencimento. Sendo assim, é possível perceber em nossa pesquisa que o suporte social dos idosos possui poucas pessoas, porém as funções que estas pessoas realizam na vida do idoso, são mais importantes para a qualidade de vida dos mesmos. 

Quais os significados em relação da memória relacionada aos dias de hoje?

O peso do cérebro diminui significativamente com o envelhecimento, ou seja, apresenta em média uma redução de 5% aos 70 anos e cerca de 20% aos 90 anos de idade. Segundo Brody, a quantidade de neurônios, que é de aproximadamente 10 bilhões, sofre diminuição de 50 mil a 100 mil por dia. Embora a diminuição de neurônios possa exercer um papel importante no declínio da memória e das funções cognitivas. Mas na entrevista mostrou que grandes partes dos idosos entrevistados ainda apresentam a memória de longo prazo, inclusive a idosa de 92 anos que recentemente diagnosticada com mal de Parkinson, sendo capaz de responder todo o questionário sozinho e se lembrar da quantidade exata de parentes. Em relação à memória (problemas) as variáveis demonstraram uma percepção de menos da metade (raramente) e também como  demonstrou uma boa percepção para memória no presente.

Quais os significados em relação da dor relacionada nas atividades diárias?

Os doentes velhos apresentam queixas reduzidas da dor por considerarem sua dependência um grande fardo para aqueles que lhe tratam e a queixa dolorosa um aumento do desconforto causando aquelas pessoas. Freqüentemente familiares ou cuidadores são fontes mais importantes de informação que apresentam numa avaliação e também nos resultados. A Percepção da dor mostra que 51,7% sentem dor moderada desde a ultima semana com 13,3% onde interferiu nas atividades diárias com 38,3% apenas um pouco.

Quais os significados da relação familiar das mudanças de comportamento perante o idoso?
A família é a esfera íntima da existência que une por laços consangüíneos ou por afetividades os seres humanos. Como unidade básica de relacionamentos é a fonte primária de suporte social, onde se almeja uma atmosfera afetiva comum, de aquisição de competência e de interação entre seus membros.
É na família que o idoso tem o seu mais efetivo meio de sustentação e pertencimento, em que o apoio afetivo e de saúde se faz necessário e pertinente. Quando a família está impossibilitada de prestar assistência, o idoso fica exposto a situações de morbidade significativa sob vários aspectos tanto físicos como psíquicos ou sociais. Por isso, ao caracterizarmos o idoso saudável, o idoso doente e ou com incapacidade, é imprescindível que conheçamos a sua situação familiar, isto é, como se estabelecem as relações intrafamiliares e como é esta dinâmica de sustentação e de amparo ao idoso.
No Brasil, o idoso e sua família podem ser vistos como mais um segmento excluído da sociedade, em especial o idoso dependente, pobre e sem recursos, tanto no âmbito da saúde como no das políticas sociais. Nesse sentido, a atenção ao idoso está intimamente relacionada à presença do cuidador, ou melhor, da pessoa que, no espaço privado doméstico, realiza ou ajuda o idoso a realizar suas atividades de vida diária e atividades instrumentais de vida diária, com o objetivo da preservação de sua autonomia e de sua independência.
O perfil do cuidador familiar brasileiro não difere muito do perfil do cuidador de outros países. Geralmente, o cuidado é exercido pelos cônjuges e pelos filhos, particularmente as filhas, geralmente na faixa etária de 45 a 50 anos, sendo solteiras, casadas ou viúvas e geralmente já estão aposentadas. O comum é o cuidador familiar desempenhar suas atividades sozinhas sem a ajuda de ninguém. É chamado de cuidador primário porque tem a responsabilidade total do cuidado. Neste cenário, a díade idoso-cuidador familiar configura-se como importante, pois só se conhece o cuidador quando nos inserimos em seu universo de vida e de cuidados.
O aumento da longevidade da população brasileira propõe uma postura de autocuidado, uma ação preventiva para que se alcance qualidade de vida e autonomia durante a terceira idade. De acordo com LIMA (2007) as relações sociais na velhice são afetadas pela forma como o idoso é visto pela sociedade, sempre acompanhado de estigmas carregados de conotações negativas, incapacidade e dependência. Nesse sentido o suporte social oferecido ao idoso exerce grande importância na sua qualidade de vida.
São comprovados os fatores benéficos sobre o suporte social como melhoria na saúde do idoso, a diminuição dos efeitos negativos do estresse na saúde mental, promoção da saúde física, influência positiva no bem estar psicológico e aumento no senso de controle pessoal do idoso. Os efeitos do estresse nos idosos são amenizados pelo suporte social na forma de amor, afeição, preocupação e assistência. Normalmente, a ausência de parentes próximos ou do cônjuge, filhos, tende a aumentar a presença de doenças e mortalidade entre pessoas idosas.
Porém, efeitos contrários também podem surgir como excessiva dependência do idoso às pessoas que possam o ajudar falta de autonomia para retribuir as ajudas recebidas, sentimentos como falta de auto-estima e depressão que estão geralmente relacionados á uma culpa por estar dependentes, se imaginarem como uma carga para as pessoas com quem convive e se sentirem incapazes de retribuir esse suporte oferecido. Efeitos negativos nas relações sociais estão relacionados com a qualidade dessas relações, que no caso do suporte social aos idosos é expressa pelas trocas não balanceadas. É válido ressaltar que esses sentimentos negativos do suporte social são mais comuns em sociedades onde a produtividade e a capacidade de retribuir são muito valorizadas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAPITANINI, M. E. S. Sentimentos de solidão, bem-estar subjetivo e relações sociais em idosas vivendo sós. Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional. Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.

RAMOS, Marília P. Apoio Social e saúde entre idosos. Sociologias, Porto Alegre, ano 4, nº 7, jan/jun 2002, p. 156-175.

ALVARENGA, Márcia Regina Martins. Rede de Suporte Social do Idoso atendido por equipes de saúde da família. Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, 2008.

PAPALIA, D. E; OLDS, S. W. Desenvolvimento psicossocial na terceira idade. In: PAPALIA, D. E; OLDS, S. W. Desenvolvimento humano. 8º.Ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

PAPALÉO Netto, Matheus.et all. Urgências em geriatria. Ed. Atheneu, 2001. Pgs 419 -430.

BURD, Julio Melo Fillho et all. Doença e Familia. Ed. Casa do Psicologo, 2007. 2º edição. São Paulo – SP. Pags 233 – 249.

CARSTENSEN, L. L. Motivação para contato social ao longo do curso de vida: uma teoria de seletividade socioemocional. In: NERI, A. L. Psicologia do Envelhecimento. Campinas: Pairus, 1995.

NOGUEIRA, E. J.; LIMA, L. J. C.; MARTINS, L. A. M.; MOURA, E. R. Rede de relações sociais e apoio emocional: pesquisa com idosos. Iniciação Científica CESUMAR - jan./jun. 2009, v. 11, n. 1, p. 65-70.

REFERÊNCIA: NERI, A. L. Qualidade de vida na velhice: enfoque multidisciplinar. Campinas, SP: Alínea, 2007. p. 13-60.

LIMA, Rosilene. A.S. De bem com a vida. Ciência e Vida : Psique .São Paulo Ed. Escala, n° 18,p.52-57.jun, 2007.












AS CINCO LIÇÕES DE PSICANÁLISE




O que primeiramente se trata essa emenda foi uma observação que Freud pode acompanhar com o Dr. Breuer numa pesquisa absolutamente original. Começando de uma paciente de 21 anos, aparentemente saudável, mas se tratava de uma série de perturbações físicas e psíquicas mais ou menos graves, causando uma paralisia espastica de ambas às extremidades do lado direito, com anestesia, sintoma que se estendia aos membros dos lados opostos, dentre outros sendo diagnosticada uma histeria.
Seguindo o texto, esse quadro mórbido dessa jovem mostra que o histérico reage de modo completamente diverso para com o que sofre com a doença orgânica. Primeiramente nega-se o fato ocorrido, e dá-se ao segundo uma forma não obstante de aparências. Em face, porém, os fenômenos histéricos, em todo seu saber, trazem externamente aos leigos a privação de sua simpatia, considerando-os como transgressores.
Dr. Breuer não os considerou dessa forma à sua paciente, embora o interesse e a simpatia lhe fossem propriamente fornecidos de uma forma muito mais elevada de espírito e de caráter da jovem, passando para um estado de absence, ou seja, uma alteração na personalidade acompanhada por confusão.
Essa nova absence mostrou no texto que trouxe a Dr. Breuer uma percepção de que a jovem estava num estado hipnótico, podendo verificar que liberando sua mente era possível afastá-la de perturbações psíquicas.
Freud descreve no texto suas primeiras experiências permitidas em alguns momentos podendo observar que devia ter boas conseqüências confirmasse a esperança de a sintomatologia talvez não tivesse originado do mesmo modo podendo ser suprimidos, e Dr. Breuer teve a confirmação desses sintomas, começando aprofundar os estudos neles. Mas nem sempre era um único acontecimento que deixava atrás de si os sintomas; para produzir tal efeito uniam-se na maioria dos casos análogos e repetidos.
Contudo, essa sintomatologia instigou Freud que começou a empregar nos seus próprios doentes o método semotico e terapêutico de Breuer, chegou a uma conclusão que a personalidade é dividida entre dois estado mental ‘consciente’ e o que dela permanece separado o ‘inconsciente’.
Finalizando, a primeira parte, o texto apresenta o inicio da teoria do Dr. Beure, dos estados hipnóticos, tornando intrigante e sendo abandonada por fim com novas descobertas no decorrer do texto, onde Freud complementa essa teoria que ficou incompleta uma explicação insuficiente dos fenômenos observados.
Continuando seus estudos, Freud, no seu segundo discurso, foi levada a dissociação histérica (a divisão da consciência), através do processo hipnótico que possuía o conhecimento das ligações patogênicas em condições normais que lhe eram escapadas.
Com todo esse processo foi tornando denso, e não trazendo um resultado satisfatório, Freud procurou agir mantendo o paciente em seu estado normal. Inicialmente, era uma troca de informações, quando o paciente negava não saber de mais nada, assegurava-lhes que sabiam. Isso foi um ponto de mostrar-lhes uma recordação exata que trouxesse a consciência, revelassem tudo quanto fosse preciso para estabelecer os limiares existentes entre as cenas patogênicas olvidadas e seus resíduos e sintomas.
Havia uma resistência, fazendo com que o doente mantesse o estado mórbido, mas com a insistência, partindo à repressão a idéia que aparecida na consciência trazendo em si o desejo inconciliável, sendo a mesma que expulsa da consciência esquecida juntamente com as respectivas lembranças.
Então o que era incompatível naquele instante entre a idéia e o ego do doente, as aspirações individuais, éticas e outras. A aceitação do impulso desejoso incompatível ou prolongamento do conflito teriam um intenso desconforto lhe causando desprazer de proteção da personalidade psíquica.
De vários pacientes observados por Freud, uma jovem lhe chamou mais a atenção devido o fato da conduta da paciente de uma imensa paixão pelo cunhado, e ao mesmo tempo ocorrendo sintomas histéricos ocorrendo em seu inconsciente patogênico e ao ser trabalhado, curou-se.
No seu discurso no decorrer do texto, Freud apresenta uma comparação entre o que sua paciente tem de diferente na sua concepção a divisão psíquica, pois o que ocorre com ela é uma atribuição ao aparelho psíquico uma capacidade sintética onde há um conflito de forças mentais contrárias. Mas nós temos conflitos surgem novos problemas a todo o momento sendo com muita regularidade para defende de recordações penosas, se que isso produza uma divisão psíquica.
A atividade mental consciente restituído aquilo que se é reprimido pressupõe que as resistências tenham sido desfeitas. De uma forma que o doente consente em aceita-lo total ou parcialmente, ou até mesmo esse desejo é dirigido para um alvo irrepreensível e mais elevado.
Nesse discurso, Freud, finaliza desculpando-se mostrando a dificuldade em mostrar mais claramente ponto de vista os métodos terapêuticos da psicanálise e acaba reconhecendo que é um assunto bastante extenso e que ainda não totalmente resolvido.
Inicialmente, o discurso de Freud feito pela terceira vez, fala sobre a hipnose e do seu contado do paciente com a mente como a continuação inadvertida da lembrança, e insatisfeito com o método percebendo pensamentos despropositados, que não poderiam se o procurado e os próprios doentes que repeliam como indexados, Freud decidiu pelo abandono da hipnose.
Reconhecendo que duas forças antagônicas atuavam no doente; de um lado o esforço para trazer a consciência para trazer o que havia esquecido no inconsciente e de outro a resistência. Com isso, Freud começou partindo da última recordação que o doente ainda possui, em busca de um complexo reprimido, desde que o doente venha lhe dando pistas, ou seja, associações livres.
Uma observação atenta mostra que as idéias livres do doente mostram, contudo, que nunca deixam de aparecer, o que ocorre é por influência da resistência disfarçada em juízos críticos sobre o valor da idéia os afasta.
Com todo esse processo descoberto, em que deixasse vir à consciência sem o uso sob influência médica, com o domínio da psicanálise, Freud minuciosamente se interessou pela interpretação dos sonhos, como uma forma de conhecimento do inconsciente.
Decorrendo o texto nessa terceira lição percebe-se que uma rápida excursão num discurso de Freud faz sobre campo dos problemas dos sonhos de uma maneira quando acordamos, os rejeitamos, o nosso descanso funda-se no caráter exótico apresentado pelos sonhos que possuem clareza e nexo, e evidencias sobre o absurdo e a insensatez dos demais, explicando pelas tendências imorais. E que nem todos os sonhos são estranhos, pois para as crianças de um ano de idade elas sonham sempre com a realização de desejos que o dia anterior lhe trouxe e que não satisfez.
O conteúdo manifesto do sonho, recordado vagante de manhã e que, não obstante a espontaneidade aparente são pensamentos latentes do sonho que se tem de admitir como existentes no inconsciente. O conteúdo manifesto do sonho é o substituto deformado para pensamentos inconscientes do sonho, ocorrendo forças defensivas do ego, ou seja, resistências que na vigília o impedem. Um verdadeiro sentido foi criado ao sonho, como um desejo não-satisfeito, agindo como uma recordação podendo então ser descrito como uma forma de realização velada a desejos reprimidos.
Freud encontrou agora um caminho de como chegar ao inconsciente através do sonho, elaborando um processo onde há uma preparação onírica, onde melhor poderia estudar o que se passa entre os dois sistemas psíquicos como o consciente e o inconsciente. Entre tais metodologias psíquicas ocorrentes como o da condensação e o deslocamento.
Contudo,  no decorrer desse discurso sobre a descoberta da interpretação dos sonhos e pelo fato de que se trata de um processo psicanalítico dos neuróticos para chegarmos até ele. E podemos compreender segundo Freud, facilmente que essa interpretação de sonhos quando não bloqueiam em excesso as resistências do doente, levando ao consciente os desejos ocultos e reprimidos. O que ocorre são falhas comuns aos indivíduos normais e aos neuróticos, apenas lapsos de coisas de que deviam saber e que às vezes sabem realmente, como o que ocorre com a linguagem, sendo tão freqüente ou até mesmo com os normais, uma atrapalhação momentânea.
Esse terceiro discurso de Freud se focaliza mais nos processos mentais escondido, deslembrado e reprimido, chegando a um processo de trazê-los a consciência o material psíquico patogênico dando fim desse modo ocasionando sintomas de substituição, enriquecendo os conhecimentos sobre a vida mental dos doentes.
Finalizando esse discurso com todas essas informações, averiguadas os complexos e os desejos reprimidos dos neuróticos relacionados com uma regularidade através de exames psicanalítico, Freud surpreende os sintomas mórbidos a impressões da vida erótica do doente, demonstrando desejos patogênicos.
Continuando seus estudos, no seu quarto discurso foi referente à descoberta da sexualidade do doente, afirmando instintos e as atividades sexuais, de onde se fez Freud pensar também sobre a sexualidade infantil iniciando seus questionamento e pesquisas...
 Nessa fase da vida sexual infantil é narrada no texto como uma satisfação alcançada pelo próprio corpo, excluindo qualquer objeto estranho como o prazer de sucção, chupar o dedo.
Outra satisfação ocorre nessa mesma ordem, nessa idade, é a excitação masturbatória dos órgãos genitais, que em alguns indivíduos conservam para o resto da vida e outros não conseguem suplantar jamais. E atividades a libido, que pressupõem como objeto uma pessoa estranha. Essa vida sexual infantil desodernada, rica, mas dissociada, em cada impulso isolado se entrega à conquista do gôzo independentemente dos demais ao fim da puberdade o caráter sexual definitivo este completamente formado por meio da qual a vida sexual se torna plenitude a propagação das espécies e a satisfação dos impulsos através do ato sexual.
Mas com a influência da educação certos impulsos são submetidos a repressões extremamente pela moral, onde a puberdade encontra dificuldade de manter as necessidades sexuais, e, sobretudo os prazeres infantis coprófilos, isto é, os que se relacionam com os excrementos, e, em segundo lugar, os da fixação por pessoas da primitiva escolha de objeto.
Com essa repressão, Freud afirmou no decorre de seu discurso que a principio de uma patologia num processo evolutivo traz em si os germes de uma disposição patológica e pode ser inibido ou retardar ou desenvolver-se incompletamente, isso foi possível ser verificado nas funções sexuais, podendo suceder impulsos parciais se sujeitem a soberania a zona genital; tendo uma conduta pervertida, isto é, um processo substitutivo a sua própria sexualidade. Onde seu auto-erotismo não seja completamente superado.
Freud sugere que a neurose, deve provir por outra maneira de uma perturbação do desenvolvimento sexual, como explicam em seu discurso as neuroses são para as perversões o que o negativo é para o positivo. Mas ele ainda ressalta que à evolução sexual da criança há manifestações somáticas como a primeira escolha do objeto feita pela criança depende de sua necessidade, dirigindo os primeiros passos de toda pessoas que lidam com a criança principalmente os genitores. Como o pai torna referencia pela filha e a mãe pelo filho.
Nesse complexo é descrito como uma forma de interesse sexual da criança ao inicio começa indagar de onde elas próprias vieram, e quando lhe desperta a curiosidade é a ameaça material de um novo irmão, no qual a principio só vê como um competidor. Sob influencia dos impulsos parciais que nela agem.
Nele é narrado, esse fato dessa investigação e as conseqüências da teoria sexuais infantis são de importância determinante pra a formação do caráter da criança e do conteúdo da neurose futura. Sendo absolutamente imoral que a criança faça dos pais o objeto de sua escolha amorosa, mas a libido não permanece fixa nesse primeiro modelo, passado dele para pessoas estranhas até uma escolha definitiva.
Com o descobrimento da sexualidade infantil confirmando suas pesquisas, no seu ultimo discurso, Freud finaliza expondo os desejos inconscientes liberados pela psicanálise. A extirpação radical dos desejos infantis não é absolutamente o fim ideal. Por causa das repressões, o neurótico esgota muitas forças de energia mental que lhe teria sido de grande valor mental na formação de caráter. E destacam os desejos libinais reprimidos, a plasticidade dos componentes sexuais que é interferida pela sociedade através de uma repressão moral forçando o individua a negar a realidade de seus instintos e com isso dando origem a neurose.
Analisando as cinco lições de psicanálise, mostra o papel fundamental que Freud, teve ao iniciar suas observações em pacientes histéricos, testando métodos hipnóticos que não foram suficientes para a indagação em relação à mente humana, onde podem ser verificados através de exames psíquicos duas divisões, o consciente e o inconsciente, que se tornou a marca da psicanálise, o local onde os desejos ficam reprimidos causando uma histeria, neurose ou se manifestando através de um sonho, que foi criado um método para ser interpretado.
Além da interpretação dos sonhos, outros desejos ainda continuavam no inconsciente, sendo descoberta a sexualidade infantil, ou seja, os mesmos mecanismos de prazer, mas de uma forma individual, até chegar o momento onde se torna uma escolha de um objeto para obter esse prazer.
Finalizando, Freud não se contentou em apenas com teorias de seus mestres, ele aprofundou, procurando encontrar a essência da mente humana, suas neuroses, suas repressões e uma maneira de provar o que ele desvendou. 


 


TRAGÉDIA CLIMÁTICA - O QUE A PSICOLOGIA TEM COM ISSO?

Tanto quanto o socorro medico, suporte de alimentos, é a ajuda psicologica às vitimas do clima. Reorganizar a comunidade para que a vida volte ao normal e atender os paciente com estresse pós traumático.
Há tanta dor provocada não só pela tragédia, mas pela morte de ente queridos, perdas materiais e marcas físcas e psicológicas que em um cenário devastado surgem milhares de vida sendo divida pela dor e pela superação.
O que ocorre no primeiro momento é a desorientação, tendo um deslocamento interno muito intenso, com perda da esperança e fé de imediato com um ciclo de trauma onde uma boa intervenção psicologica ajudaria a retomar a normalização. Um resgate de suas raizes, de suporte do que é conhecido. Numa fase posterior, entra o tratamento psicologico.
Mas é muito importante que essas vitimas tenham de primeiro momento, asseguradas e informadas com um suporte social mesmo que voluntario, para que essas nao se sintam desamparadas em um momento conturbado, também formados pelos proprios cidadãos...
É muito importante o ouvir, principalmente a religião não pode ser deixada de lado, pois pode dar esperança para que essas pessoas possam recomeçar do zero, pois algumas pessoas que sofrem algum trama desenvolvem quadros psicoticos, tendo como um dos sintomas o isolamento, irritação entre outros.
Nas sequelas emocionais é muito comum as pessoas não esquecer o tipo de experiencia ocorrido, passando por um trauma intenso, mas isso não indica que a pessoa ficará imovel diante da vida. O nivel psicotico pode ser passageiro a longo prazo, isso vai depender dos fatores predisposto ao sujeito que pode até desencadear uma depressao ou/e transtorno de pânico.
O importante é a superação, pois o estresse pós traumatico é de longo prazo que varia da intensidade do impacto da tagedia trouxe na vida do individuo. O importante é a solidariedade com essas pessoas e a demostração diaria de que elas não estão sozinhas e desamparadas e que é possivel recomeçar...

BANALIZAÇÃO DO FEMININO NO SECULO XXI- SOMOS VITIMAS OU CULPADAS?


A midia hoje é um grande Zeus, onde somos meros suditos adorando tudo aquilo que nos ordena, e uma das principais consequencias que ocorre principalmente na midia brasileira é a banalização do feminino, como é visto pelos turista a brasileira só tem bunda e peito.
A relaçao que coloquei em sermos vitimas ou culpadas, porque não posso fechar os olhos diante dos fatos, existe um pouco de verdade nisso tudo... depois da conquista feminina de direitos iguais, nos mulheres sabemos que ainda a obstaculos para vencer principalmente no mercado de trabalho.
Para algumas mulheres o jeito mais facil foi aderir a essa banalização, e tem a velha desculpa: ISSO É SÓ MEU TRABALHO...mas é tambem uma banalização.
Lembramos das mulheres frutas, com seus corpos malhados diariamente e sempre a mostra, depois da mulher melancia, apareceu um pomar inteiro de mulheres inventando, melhor dizendo se banalizando e cada uma querendo ser uma fruta e procurando um espaço na midia. Vem as consequencias: FAMA, DINHEIRO... e a banalizaçao da mulher brazileira, porque bunda e seios despertam as fantasias dos homens ou melhor dizendo despertava porque hoje é tão normal mais uma ou menos uma não faz diferença... Talvez se nossos homens brasileiros fossem a marrocos e ficassem alguns dias observando apenas os olhares das marroquinas e imaginando como elas seriam despertariam muito mais as fantasias deles, porque interfere na imaginação coisa que falta no Brasil porque as brasileiras hoje estao com tudo a mostra de uma maneira banalizada, talvez porque a midia quer? ou porque elas deixam? ou porque gostam de se sentirem a gostosa da semana? VITIMAS OU CULPADAS?

PRAZER E REALIDADE PARTE II

Procuraremos um sentido para a palavra PRAZER, mas antes disso temos que entender o que é um sentido? uma ação que provoca essa sensação, segundo a psicanalise o sentido de nossas ações parte de um pressuposto sexual, porque a fonte e o alvo dessas tendencias são sexuais. Essa fonte é representante de uma pulsão que pode ocorrer em qualquer religião do corpo que é sensível e exitavel, conhecida como uma zona erogena, quando ela é ativada é como se fosse uma junçao para que o prazer perfeito + uma ação perfeita.
Mas existe um problema quando esse prazer torna-se algo incopativel com a sociedade trazendo descriçoes de perverçoes assim como sensações prazerosas com irmao, defuntos, animais e outros....

O PRAZER E REALIDADE AINDA DESCOLHECIDO

Para muitas mulheres o orgasmo ainda é um mistério. Sem conhecerem o próprio corpo, elas perseguem um prazer que muitas vezes nem sabem que sentem. Convivendo de perto com essas angústias femininas, a psicóloga e coordenadora do curso de especialização em sexologia humana do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR), S.B., afirma que uma das dúvidas mais freqüentes entre suas pacientes é se o que sentiram durante a relação sexual foi ou não um orgasmo. “Há muitas fantasias e mitos em torno do orgasmo feminino.
Na verdade, a busca por esse prazer é muito nova. Até porque a sexualidade da mulher nunca teve importância. Cabia a ela se realizar através do seu parceiro. O seu papel era o de satisfazer o marido sexualmente, ser boa mãe, boa dona-de-casa e ponto final”, afirma. Reforçando a submissão feminina, os homens também não tinham expectativa quanto ao prazer ou ao desempenho da parceira. Para eles, o sexo era algo como uma tarefa doméstica. Uma moça de família não deveria sentir prazer. Você deve estar pensando: mas isso é coisa do passado! Errado. De acordo com a psicóloga, ainda hoje algumas mulheres vivem subjugadas a esses valores inibidores e preconceituosos. “Foram muitos séculos de repressão, que fizeram as mulheres perceberem o sexo como algo sujo, feio, ruim e pecaminoso. Mas felizmente esse modelo já se rompeu para muitas pessoas”, diz. No tempo da vovó No final do século passado, estudos científicos demonstraram que a maioria das mulheres não tinha desejo. Além disso, o orgasmo feminino era visto como patológico, uma doença, uma anomalia. Com tanta pressão, que mulher se arriscaria a ter prazer na cama? Esse cenário começou a mudar com a revolução sexual. A mulher passou a prestar atenção em si mesma. Como incentivo, surgiram vários artigos, livros e pesquisas que afirmavam que o dito “sexo frágil” podia – e devia – ter orgasmo, que também se masturba e tem uma fonte de excitação chamada clitóris. “Tantas mudanças trouxeram um novo dilema para as mulheres. Se antes elas recebiam uma educação rígida, em que não havia espaço para o prazer, de repente elas se deparam com a obrigação de se transformarem em verdadeiras atletas na cama. E por quê? Porque foi dito que o normal é ter orgasmo e anormal é aquela que não tem? Por causa disso, muitas mulheres entraram em crise, pois não tinham base emocional para lidar com esses novos padrões de comportamento”, diz Sandra Baptista. Ditadura do prazer É preciso alcançar o orgasmo a qualquer custo. Essa busca desenfreada pelo prazer transformou-se em pesadelo. Algumas mulheres que sofrem de anorgasmia, ou seja, não conseguem ter orgasmo ou só o têm em determinadas situações, passaram a se considerar inferiores e incapazes. “Essa ditadura do orgasmo distanciou as mulheres do que deveria ser o principal, que é o prazer delas mesmo. Para chegar a essa satisfação é preciso se entregar, se sentir à vontade, não ter medo da reação do outro e nem de ser criticada pelo seu desempenho sexual.” Viver a sexualidade na plenitude é mais fácil do que a maioria imagina. Segundo a psicóloga Sandra Baptista, o primeiro passo é desmistificar o orgasmo. Parar de imaginá-lo como algo complicado e inacessível. “As mulheres têm que perceber que esse papo de desempenho sexual nota dez é no mínimo um corta tesão. Basta ser verdadeira. Não precisa fingir. Quem vive apenas atrás do orgasmo fica ligada na realidade, não relaxa, nem se desliga dos medos e das culpas. Permita-se fantasiar, se delicie com as sensações, saia do ar. Você vai ver que tudo ficará melhor.” fonte: http://listamedicos.com/prazer-desconhecido/

RELAÇÕES HUMANAS: TRANSFERÊNCIA

Ao iniciarmos uma relação, sendo ela de uma especie mais intima ou não; há um processo de transferência que podemos interferir na vida alheia e assim sucessivamente. E inconscientemente somos o tempo todo moldado pelas pessoas que relacionamos e substituindo nossos profundos desejos em função dos mesmos.
Há um questionamento meu, em relação a essas pessoas que traz consigo um papel influenciável na vida e na personalidade nos indivíduos que se relacionam com elas, mas ninguém escapa de ter esse papel somos todos influenciáveis e influenciados... a questão que fica é a incapacidade de respeitar o desejo mais intimo ou não há um olhar mais crítico para isso e tentamos ver o outro segundo a nossa imagem, mas isso é outro assunto...
Mas a liberdade dessa influencia do outro não é tarefa fácil pois estamos acostumados a depender, de sermos moldados por princípios de acomodação, somos seres sugestionais como uma folha seca o vento leva e o molde transforma conforme as medidas do outro.
O olhar diante do espelho interno e cavar suas capacidades independentemente do outro e se descobrir verdadeiramente vai depender das possibilidades e a intensidade desses "moldes"

PARADIGMAS INDECIFRÁVEIS HOMEM VERSUS MULHER

Não sei de onde surgiu a brilhante idéia e coragem de ficar em um questionamento pragmático a respeito das diferenças e igualdades entre dois seres... seria o mesmo que questionar as espécies estudadas por Darwin e tentar colocar mais porque em sua teoria da SELEÇÃO NATURAL. Partindo da condição humana, tanto homem ou mulher busca infinitamente a tal felicidade e nada mais... as vezes  há uma confusão em relação ao seu gênero e perante a sociedade isso torna uma doença, mas é doentio aquilo que traz sofrimento ao contrario disso, está fora de questão. As vezes há uma relação forjada pelo dito da sociedade que homem e mulher devem ficar juntos para sempre... ou toda mulher tem que ter um homem como se ela não fosse capaz de sobreviver sem.
Não acredito que as mulheres estão tentando tomar os lugares dos homens, e por isso os relacionamento acabam ficando frágeis porque a mulher pode deslocar de varias funções mas o homem jamais. 
Em relação a nível cerebral, há uma enorme diferença mas não existe eles são os inteligentes elas as sentimentais, isso vai depender do ambiente onde cada individuo está em um determinado momento para desenvolver suas habilidades.
Como na condição humana do gênero feminino, percebo que há uma grande reviravolta em relação ao grito do sofrimento psíquico das mulheres que se escondiam antigamente atras de um casamento arranjado ou mal estruturado sempre usando os filhos ou até mesmo falta de condição financeira para continuar essa relação desencadeada de sintomas psicossomáticos.
Temos hoje mulheres mais autenticas que assumem seus sentimentos e que estão livres dessas reações e homens mais domésticos, fazendo desde o jantar até dando uma faxina na casa!!!!

INTERROGAÇÃO PARA UM PONTO FINAL.

"A questão levantada e muito questionada e o fato dos relacionamentos não serem tão duradouros como antes, começamos de um pressuposto avaliativo onde no seculo passado a mulher era submissa ao seu companheiro, mas hoje o aumento das separações não implica apenas nesse fato da rebelação das mulheres, mas a falta de comunicação.
A capacidade de uma ideologia  errônea de um parceiro inicia-se numa forma comum e com o tempo se dispersa com os defeitos, e a frustração pelo fato daquela pessoa ser da maneira que jamais se  imagina que ela fossem, e talvez a falta de aceitação inicia um processo de mínimos conflitos onde o afastamento de uma das partes inicia o pavoroso ponto final.

A PALAVRA É PEQUENA MAS OS ESTRAGOS SÃO GRANDES...

A  multidisciplinaridade em como tratar a dor trouxe varias abordagens de como a trata - lá. Primeiramente uma visão voltada para a mensuração da dor, como forma de medida e escalas.
Outras abordagens  mostraram a necessidade para um tratamento eficaz e rápido e um atendimento com vários profissionais na área da saúde, atendendo de maneira diversificada na sua especificidade.

Para a psicologia, o ponto relevante e destacado, foi à condição humana na representação da dor, o sofrimento de cada um é uma condição que não sendo bem tratada em sua psique, essa representação, sendo uma pulsão que não teve uma satisfação tão prazerosa quando o paciente buscava essa sensação e por isso acaba transformando em uma energia que passa a ser através de uma dor corporal, e talvez da falta do ouvir o relato desse sintoma o tratamento é feito de maneira incorreta, acaba por “essa dor corporal” sempre voltar. E por isso foi uma das questões pautadas foi da importância de ouvir o paciente, a sua “historinha”, onde está inconscientemente a sua verdadeira dor, “a dor psíquica” necessita de uma intervenção especializada.
A dificuldade dos outros profissionais de saúde não conseguirem lhe dar com isso, encaminhando o mesmo para o psicólogo em ultimo caso, sendo que deveria haver um procedimento coletivo entre todos os profissionais para fazer uma avaliação em conjunto, pois é o psicólogo que está preparado para ouvir essa “historinha” e fazer o tratamento da “verdadeira dor”.