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Lei nº 8 080 - SUS Parte 1 art. 1 a 7




A DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º - A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições  indispensáveis ao seu pleno exercício.

§ 1º - O dever do Estado de garantir a saúde consiste na reformulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

§ 2º - O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.

Esse artigo basicamente reproduz o disposto nos artigos 196 e 197 da Constituição da República. O primeiro passo foi compreender o que é DISPOSIÇÕES GERAIS:  é o primeiro item que deve ser cumprido em uma lei seguido da disposição preliminar, mas voltando as DISPOSIÇÕES GERAIS, entre os três primeiros artigos podemos observar que Esse artigo basicamente reproduz o disposto nos artigos 196 e 197 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, onde é determinado o dever do estado perante a população brasileira: garantir a saúde a todos de forma universal e igualitária (todas as pessoas têm direito ao atendimento independente de cor, religião, raça, local de moradia, situação de emprego ou
renda).É possível observar também que as ações e os serviços devem ser voltados ao mesmo tempo para a prevenção e a cura (promoção, proteção e recuperação). Seguindo ainda há mais um:

Art. 3º - A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País.

Parágrafo Único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem estar físico, mental e social.

O parágrafo único desse artigo reafirma a definição de saúde feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS): “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.” Sobre os fatores determinantes e condicionantes da saúde, fica a dica para ler com atenção, pois podem ser cobrados. Em seguida vem o título II que se refere as:

 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 4º - O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde-SUS.

§ 1º - Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas federais, estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para a saúde.

§ 2º - A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde-SUS, em caráter complementar.

Os órgãos e instituições que trata o art. 4º são: Unidades básicas de saúde, hospitais públicos, ambulatórios, fundações e institutos e os da iniciativa  privada: Uma clínica privada de odontologia, fisioterapia ou qualquer outro prestador de serviços na área da saúde, por exemplo, pode participar do SUS de forma complementar, atendendo seus pacientes através do sistema. É também setor privado as entidades filantrópicas (santa casa...etc.), as quais têm prioridade de participação complementar no SUS. O § 2º do art. 4º é muito explorado pelas bancas examinadoras com um sentido inverso.


CAPÍTULO I
Dos Objetivos e Atribuições


Art. 5º - Dos objetivos do Sistema Único de Saúde-SUS :

I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;

II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social, a observância do disposto no §1º do artigo 2º desta Lei;

III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas.

“Integralidade” é um dos princípios dos SUS, o qual diz que: o indivíduo deve ser visto como um
ser humano integral e, portanto é direito dele ter um atendimento integrado das ações que visa a
promoção, proteção e recuperação de sua saúde. O indivíduo não deve ser visto como um
amontoado de partes (coração, fígado, pulmões, etc.), mas como um todo.

Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS:

I - a execução de ações:

a) de vigilância sanitária;
b) de vigilância epidemiológica;
c) de saúde do trabalhador; e
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

Fique atento: É muito importante o candidato ler todo o edital, especialmente a parte referente ao
conteúdo programático. Algumas bancas exigem do candidato um conhecimento mais específico nos assuntos de vigilância sanitária e epidemiológica.

II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento
básico;
III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;
IV - a vigilância nutricional e orientação alimentar;
V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho;
VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros
insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção;
VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde;
VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas, para consumo humano;
IX - participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico;
XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados.

§ 1º - Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:

I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e

II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com
a saúde.

§ 2º - Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.

§ 3º - Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa a recuperação e a reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:

I - assistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de doença profissional e do trabalho;

II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde-SUS, em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho;

III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde - SUS, da normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentem riscos à saúde do trabalhador;

IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam á saúde;

V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e a empresas sobre os riscos de acidente de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional;

VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas;

VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo na sua elaboração, a colaboração das entidades sindicais; e

VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores.

CAPÍTULO II
Dos Princípios e Diretrizes


Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde - SUS são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no artigo 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:

I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência;

Entende-se por universalidade o princípio de que todas as pessoas têm direito ao atendimento
independente de cor, religião, raça, local de moradia, situação de emprego ou renda e em todos os
níveis de assistência, os quais compreende as ações de promoção, proteção e recuperação da
saúde.

II - integralidade de assistência, entendida como um conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;

O conceito de integralidade, como visto anteriormente é um dos princípios dos SUS no qual o indivíduo deve ser visto como um ser humano integral e portanto é direito dele ter um atendimento integrado, ou seja, as ações que visam a promoção, proteção e recuperação de sua saúde são indivisíveis.

III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;

IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie;

Antigamente existiam os “indigentes” que eram os/as brasileiras não incluídos no mercado formal
de trabalho e que portanto não usufruíam dos mesmos direitos de assistência. Depois da constituição federal de 1988, deixam de existir essa desigualdade e todos passam a ter os mesmos direitos em relação a assistência à saúde.

V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;

VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário;

VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática;

VIII - participação da comunidade;

É também um princípio cobrado pelas bancas e será mais explorado na lei 8.142/90 que aborda melhor o assunto. Por ora é importante saber que é um princípio organizativo.

IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo:
a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios;
b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;

A descentralização é também um princípio, porém diz respeito à organização do sitema e, é
entendida como uma redistibuição das responsabilidades às ações e serviços de saúde entre os
níveis de governo. Há também uma redefinição das atribuições dos níveis de governo, com um
nítido reforço do poder municipal sobre a saúde – a este processo dá-se o nome de municipalização
(mais próximo do cidadão- melhor efetividade). Regionalização e a hierarquização também são princípios organizativos que estão portanto, ligados à operacionalização/ funcionamento/organização do sistema único de sáude. A regionalização é entendida como uma articulação e mobilização municipal que leva em consideração características geográficas, fluxo de demanda, perfil epidemiológico, oferta de serviços e, acima de tudo, a vontade política expressa pelos diversos municípios de se consorciar ou estabelecer qualquer outra relação de caráter cooperativo ( NOB93), favorecendo as ações de vigilância sanitária, epidemiológica, além de outras ações em todos os níveis de complexidade. A hierarquização diz respeito aos níveis de atenção. O acesso da população à rede se dá através do nível primário de atenção, que resolve 80% dos problemas (unidade básica de saúde), os problemas que não forem resolvidos neste nível deverão ser referenciados para os serviços de maior complexidade. O nível secundário são os Centros de Especialidades e resolvem 15% dos problemas de saúde e por ultimo no nível terciário estão os hospitais de referência e resolvem os 5% restantes dos problemas de saúde.

X - integração, em nível executivo, das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico;

 XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na prestação de serviços de assistência à saúde da população;

XII – capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e

XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.

Os incisos XII e XIII tratam do princípio organizativo referente resolubilidade, o qual está muito
ligado a questão da qualidade de serviços que o sistema oferece. A resolubilidade é o serviço de
saúde ter a capacidade de resolver os problemas de saúde da população. 



           obs: Vídeo compartilhado do Blog: http://susconcursos.blogspot.com.br/

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PSICOPATOLOGIA


A psicopatologia requer procedimentos avaliativos e uma observação de modo bem sucinto em aspectos onde se observa e classifica os sintomas, e qual psicopatologia pertence observa-se:

·          Na função da APARÊNCIA tendo como radical principal um aspecto geral que de acordo com os parâmetros de avaliação para higiene e cuidado pessoal, roupas e acessórios entre outros. Nas alterações quantitativas observa-se o cuidado com aparência sendo de forma exagerada de acordo com o contexto gerando uma mania, e nas alterações qualitativas analisa-se se está fora dos contextos, dos padrões, como algo bizarro, exibicionismo.

·         Na função ATITUDE, o radical principal se caracteriza pela alucinação tendo como parâmetros de avaliação um interesse em ser ajudado e cooperação com o entrevistado e nas atitudes quantitativas, quando a entrevista se aprofunda há um desinteresse por parte do indivíduo como nas alterações qualitativas há uma oposição, cobrança, passividade, agressividade e repressão.

·         Na função da CONSCIÊNCIA, se caracteriza como todo momentâneo da vida psíquica como parâmetros de avaliação a nível quantitativo e no campo qualitativo, nas alterações quantitativas há um relaxamento, cansaço, sonolência, confucionismo simples e oniroide; nas alterações qualitativas são os sonhos, confuso oniroide, sonambulismo, crepusculares.

·         Na função da ATENÇÃO, está diretamente lidada a consciência, com parâmetro de avaliação a tenacidade e vigilância e nas alterações quantitativa: aparência – ausência, hipopicia- diminuição, hipes – aumento enquanto nas alterações qualitativas: rigidez da atenção, lateralidade;

·         Na função da SENSOPERCEPÇÃO, S – físico passiva P – psíquica ativa, S – periférica objetiva, P – central subjetiva com parâmetros de avaliação da percepção tridimensional, extrojeçao, nitidez, frescor, estabilidade, não é influenciado pela vontade. Representação – bidimensional: introjeçao, impressão, falta de frescor, instabilidade, é influenciada pela vontade, C – corporeidade, E – extroversão, N – nitidez, F – fitidez, E -     Estabilidade. Nas alterações quantitativas: Hipoestesia, hiperestesias, agnosias, anestesias, alucinação negativa, macropsia, micropsia, dismegalopsia, ilusão, pareidolia, alucinação, alucinação verdadeira, pseudo-alucinações e as alterações qualitativas: SENSAÇÕES SOB A LUCIDEZ DA CONSCIENCIA: * vivência alucinatória – alucinações, pseudo, alucinoses. Formas especiais de vivências formas orgânicas.

·         Na função da MEMÓRIA, a forma de a Forma de adquirir e armazenar conhecimento do mundo. Anamnese (mnes) mnêmico. Psia,Gnose,estesia com parâmetros de avaliação: F – fixação, M – Manutenção,E – Evocação.R – Reconhecimento (passado). Nas alterações quantitativas: Amnésia (hipomnésia) anterógrada; Amnésia (hipomnésia) Retrograda; Amnésia (hipomnésia) retro anterógrada; Amnésia (hipomnésia) generalizada; Amnésia (hipomnésia) lacunar; Amnésia (hipomnésia) seletiva; Hiperminesia anterógrada; Hiperminesia retrograda; Hipermnsia lacunar; Hiperminesia seletiva. Nas alterações qualitativas: Alomnesia;Paramnesia;          Dejavú e jamais vu; Criptomnésia;Ecmnesia;

·         Na função da LINGUAGEM, há signos fonéticos e gráficos: Fala – fasia; Voz – fonia; Leitura – lexia; Escrita – grafia com parâmetros de avaliação na articulação, latência, volume, prosódia, quantidade, compreensão, repetição, expressão, leitura e escrita. Com alterações quantitativas: Afasias; Afasias motoras; Afasias sensoriais; Afasia de condução; Afasia global; Afasia transcortical; Afasia anamica; Agrafia; Alexia; Aprosodia; Hiperprosodia; Mutismo; Logorreia; Oligalalia; Hiperfonia; Hipofonia; Taquilalia; Braquilalia; Latência de resposta. Nas alterações qualitativas: Ecolalia, palilalia; Logclonia, Estereotipia, verbal, MussitaçaoNeologismos, Jagonofasias, Parafasias, Solilóquio, Coprolalia, Glossolalia, Maneirismo, Pedolalia, Para-resposta, Resposta aproximada (comum)

·         Na função do PENSAMENTO os processo em que se estabelecem entre imagens perceptivas, memórias, imaginações e idéias. Observa-se o pensamento pela fala. Com parâmetro de avaliação: curso fluido pensamento, forma, conteúdo. Nas alterações quantitativas destaca-se: Aceleração do curso; (taquipsiquismo); Alentencimento do curso (bradipsiquismo); Interrupção do curso (bloqueiopsiquism). E nas alterações qualitativas: Fuga das idéias; Desagregação; Prolixidade – não chega à idéia real; Minuciosidade; Perseveraçao – não sai do lugar; Concretismo; Idéias delirantes; Conteúdo.

·         Na função INTELIGÊNCIA, o radical principal é o avaliativo teste do QI, com parâmetros de avaliação na Compreensão verbal; Fluência para as palavras; Habilidades com os números; Orientação espacial; Memória; Rapidez perceptual; Raciocínio e as alterações quantitativas:
·         Medidas: alta e media de 110/90; Diminui o retardo demência; Lentificaçao Inibição; Catatonia; Catalepsia; Furor; inquietação. E nas alterações qualitativas: Retardo mental; Demência; Delirium; Depressão; Esquisofrenia; Exopraxia; Esteriotipias; Flexibilidade ceracea; Maneirismo.

·         Na função da IMAGINAÇÃO, com parâmetro de avaliação a criatividade tem como as alterações quantitativas a serem observadas como a Exarcebada na mania em outra psicose, Inibida na depressão demência e retardo.

·         Na função VONTADE, com radical principal de bulia, e seus parâmetros de avaliação se destaca pela interação, analise, decisão, execução. Nas alterações quantitativas encontra-se enfraquecimento de impulso específicos anorexia, insônia, perda da libido;
Intensificação de impulsos específicos; Polipsia; Bulimia; Hiperfagia; Aumento libido. E nas alterações qualitativas: Atos impulsos; Intensidade dos impulsos; Capacidade de inibição salta da interação para ação; Atos compulsivos ou compulsão; Comportamento desviantes em reação aos impulsos desvios autoperservação; Antitendencia sugestionabilidade; Negativismo; Reação do ultimo momento.

·         Na função do PRAGMATISMO, com parâmetros de avaliação: mais adequação do comportamento para atingir os objetivos e as alterações quantitativas: Apragmatismo, hipopragmatismo e as alterações qualitativas: prag, hipo, A.

·         Na função da PSICOMOTRICIDADE, com radical principal de praxia e cinesia, os parâmetros de avaliação se destacam pelo gestos e a posição do corpo; movimentos realizados pra executar em ação, Repetição de movimentos, Capacidade de executar ordem. As alterações quantitativas e qualitativas observam-se: abolição; apraxia (ideomotora e idiomotora); problemas neurológicos; Perda da capacidade de realizar movimentos simples; Acinesia abolição completa da motricidade;
Hipocinesia exaltao psicomotora; ideativa.  

Na função do AFETO, com radical principal: timia, e os parâmetros de avaliação da Intensidade, Duração, Alterações fisiológicas: modulação, conteúdo, qualidade. Nas alterações quantitativas e qualitativa observa-se: Hipertimia – duração, hipotimia, atimia, fabilidade, incontinecia afetiva, rigidez, paratimia, ambitimia, neotimia.

·         Na função de ORIENTAÇÃO, com parâmetros de avaliação Tempo, Espaço, Identificação de pessoas, Situacional e nas alterações quantitativa e qualitativas observa-se: Desorientação confusional, Desorientação apática, desorientação delirante, desorientação por déficit intelectivo, desorientação por estreitamento consciente. Falsa orientação confuso-oniroide, falsa orientação paramnesica Falsa orientação delirante, falsa orientação estreitamento da consciência.

·         Na função da CONSCIÊNCIA DO EU, os parâmetros de avaliação são as Atitudes, Existência, Identidade, Unidade, Limites e nas alterações quantitativas e quantitativas observa-se: alterações da consciência da existência do eu; desorientação altopsiquica. Alterações da consciência do eu da atividade do eu; alterações da consciência na unidade do eu; alterações da identidade do eu; A.C. dos limites do eu.
·         Na função PROSPECÇÃO, os parâmetros de avaliação Expectativa do futuro, Equilíbrio dos planos, nas alterações quantitativa e qualitativas há ausência de planos, ´perseverança dos planos. Otimista

·         Na função Consciência DE MORBIDADE, o parâmetro de avaliação, se baseia na consciência de comportamento anormal, consciência da doença mental, consciência da não doença física e nas alterações quantitativa e alterações qualitativas há uma ausência da consciência parcial.

COMO NOSSOS PAIS...

“...Minha dor é perceber


que apesar de termos feito

Tudo que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como nossos pais...”



ERIK ERICKSON

Erikson propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em oito idades que decorrem desde o nascimento até à morte, pertencendo as quatro primeiras ao período de bebê e de infância, e as três últimas aos anos adultos e à velhice, cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma negativa.
Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta.
Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento, este desenvolvimento evolui em oito estágios. Os primeiros quatro estágios decorrem no período de bebê e da infância, e os últimos três durante a idade adulta e a velhice.
Cada estágio contribui para a formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar.
O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores a nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores.
A formação da identidade inicia-se nos primeiros quatro estágios, e o senso desta negociado na adolescência evolui e influencia os últimos três estágios.
Erikson perspectivava o desenvolvimento tendo em conta aspectos de cunho biológico, individual e social.
A teoria psicossocial em análise enfatizava o conceito de identidade, a qual se forma no 5º estágio, e o de crise que sem possuir um sentido dramático está presente em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. 

Esquema de Desenvolvimento de Erik Erickson



1. Confiança  X  Desconfiança  (até um ano de idade)
Durante o primeiro ano de vida a criança é substancialmente dependente das pessoas que cuidam dela, requerendo cuidado quanto à alimentação, higiene, locomoção, aprendizado de palavras e seus significados, bem como estimulação para perceber que existe um mundo em movimento ao seu redor. O amadurecimento ocorrerá de forma equilibrada se a criança sentir que tem segurança e afeto, adquirindo confiança nas pessoas e no mundo. 
2. Autonomia  X  Vergonha e Dúvida   (segundo e terceiro ano)


Neste período a criança passa a ter controle de suas necessidades fisiológicas e responder por sua higiene pessoal, o que dá a ela grande autonomia, confiança e liberdade para tentar novas coisas sem medo de errar. Se, no entanto, for criticada ou ridicularizada desenvolverá vergonha e dúvida quanto a sua capacidade de ser autônoma, provocando uma volta ao estágio anterior, ou seja, a dependência. 


3. Iniciativa  X  Culpa (quarto e quinto ano)
Durante este período a criança passa a perceber as diferenças sexuais, os papéis desempenhados por mulheres e homens na sua cultura (conflito edipiano para Freud) entendendo de forma diferente o mundo que a cerca. Se a sua curiosidade “sexual” e  intelectual, natural, for reprimida e castigada poderá desenvolver sentimento de culpa e diminuir sua iniciativa de explorar novas situações ou de buscar novos conhecimentos.



4. Construtividade  X  Inferioridade (dos 6 aos 11 anos)
Neste período a criança está sendo alfabetizada e freqüentando a escola, o que propicia o convívio com pessoas que não são seus familiares, o que exigirá  maior sociabilização, trabalho em conjunto, cooperatividade, e outras habilidades necessárias. Caso tenha dificuldades o próprio grupo irá criticá-la, passando a viver a inferioridade em vez da construtividade. 
5. Identidade  X  Confusão de Papéis (dos 12 aos 18 anos)
O quinto estágio ganha contornos diferentes devido à crise psicossocial que nele acontece, ou seja, Identidade Versus Confusão. Neste contexto o termo crise não possui uma acepção dramática, por  tratar-se de a algo pontual e localizado com pólos positivos e negativos.

6. Intimidade  X  Isolamento (jovem adulto)
Nesse momento o interesse, além de profissional, gravita em torno da construção de relações profundas e duradouras, podendo vivenciar momentos de grande intimidade e entrega afetiva. Caso ocorra uma decepção a tendência será o isolamento temporário ou duradouro. 

7. Produtividade  X  Estagnação  (meia idade)
Pode aparecer uma dedicação à sociedade à sua volta e realização de valiosas contribuições, ou grande preocupação com o conforto físico e material.

8. Integridade  X  Desesperança (velhice)
Se o envelhecimento ocorre com  sentimento de produtividade e valorização do que foi vivido, sem arrependimentos e lamentações sobre oportunidades perdidas ou erros cometidos haverá integridade e ganhos, do contrário, um sentimento de tempo perdido e a  impossibilidade de começar de novo trará tristeza e desesperança.

Referências:

DIVERSIDADES DA PSICOLOGIA

 Behaviorismo Radical: origens e fundamentos
Skinner
    Comportamentalismo- estudo do comportamento. Descrição objetiva e mediante observação.
Três tendências: 1- Behaviorismo Cognitivo: significado mediando ambiente e comportamento.
-2- Behaviorismo metodológico: Psicologia E-R.
-3- Behaviorismo radical: amplia a noção de comportamento. Tríplice contingência reforçamento.
Behaviorismo Metodológico:
Watson. Crítica ao mentalismo.
Empirismo-objetivismo e mecanicismo (concepção filosófica); psicologia animal (compreender o comportamento humano).
Ciência do comportamento: ramo experimental, objetivo, previsão e controle, descartaria conceitos mentalistas.
Métodos de investigação: observação, métodos de teste, relato verbal e reflexo condicionado (Pavlov).
Behaviorismo radical:
EUA- Contexto de desenvolvimento capitalista, desenvolvimento tecnológico.
Dois momentos da obra de Skinner:
1- 1931-1945: Modelo das ciências físicas. Mecanismo que explicasse o comportamento: “identificar relações funcionais entre eventos comportamentais” (p.103). Correlação entre estímulo e resposta.
-Formulação do comportamento operante, ou seja, do organismo que age no ambiente e produz consequências. Não estímulo eliciador, mas reforçador.
-Tríplice contingência de reforçamento: antecedentes-comportamento- consequências.
Processos com múltiplas variáveis, relação funcional.
2-Déc. 50, Skinner insere sua ciência no ramo da biologia- segundo momento de sua obra.
-Influência do conceito de seleção natural(sobrevivência dos mais aptos) de Darwin. Seleção dos comportamentos ocorre em função de seus efeitos sobre o ambiente. Seleção por consequências.
-Tríplice determinação ambiental do comportamento:
-1- espécie (filogenética);
2- a vida do indivíduo (ontogenética);
3- a cultura (práticas culturais), comportamento verbal.
Não compreensão do homem como tábula rasa. Conhecimento como resultado de uma interação dinâmica.
Skinner também acreditava numa ciência não mentalista, abordagem do comportamento, importância das contingências ambientais.


PSICOLOGIA EVOLUTIVA

PSICOLOGIA EVOLUTIVA: CONCEITO, ENFOQUES, CONTROVÉRSIAS E MÉTODOS
Jésus Palacios

PARTE I - O desenvolvimento psicológico e seus determinantes fundamentais

ü  Psicologia Evolutiva (PE): - trabalha com a mudança ao longo do tempo.
- trata da conduta humana tanto em seus aspectos externos e visíveis como nos internos e não-diretamente perceptíveis.

ü  Diferença em relação às outras disciplinas psicológicas:
1) as mudanças estudadas pela PE têm um caráter normativo[1] ou semi-normativo. Em oposição aos fatores normativos, estão os fenômenos idiossincrásicos[2].
Ex. 1: fato de ser cuidado por alguém durante a primeira infância.
Ex. 2: uma criança, sem problemas aparentes de outro tipo e que cresceu em circunstâncias normais, não entende nada da linguagem que lhe é dirigida quando tem dois anos.
2) as mudanças estudadas pela PE têm uma relação com a idade, com o período da vida humana em que a pessoa se encontrar.
Ex: aquisição da identidade pessoal (saber quem sou, como me chamo, como sou) é algo típico dos primeiros anos de vida.


A Psicologia Evolutiva é a disciplina que se dedica ao estudo das mudanças psicológicas que, em uma certa relação com a idade, ocorrem nas pessoas ao longo de seu desenvolvimento, isto é, desde sua concepção até sua morte.


ü  Algumas observações em relação ao conceito anterior:
1) Idade: período em que habitualmente dividimos o desenvolvimento humano - pré-natal; primeira infância (0 a 2 anos); anos da educação infantil (2 a 6 anos); anos do ensino fundamental (6 a 12 anos); adolescência (até 20 anos); maturidade (20 a 65 ou 70 anos) e velhice (após 65 ou 70 anos).

2) Maturação: uma das características típicas dos seres humanos é nascer com um alto grau de imaturidade que, de maneira muito lenta e gradual, levará mais tarde à maturidade.
Ex: o fato de a escolaridade obrigatória começar na maior parte dos países, entre os cinco e os sete anos reflete a certeza de que é em torno dessas idades que se está em condições maturativas suficientes para encarar as aprendizagens escolares, típicas do ensino fundamental.

3) Cultura: vacina contra o etnocentrismo que consiste em acreditar que se pode aplicar a “todos” o que é somente característico de “nós”.
Ex: em relação a obrigatoriedade de escolarização entre os cinco e sete anos: existem culturas em que a maior parte das aprendizagens ocorre no contexto escolar, e outras em que a maior parte das aprendizagens ocorre em outros contextos.

4) Momento histórico: é necessário fazer referência ao momento em que está acontecendo o desenvolvimento humano no interior de uma determinada cultura.
Ex: a escolaridade obrigatória nem sempre existiu em nossa cultura, assim como nem sempre teve uma duração similar e um mesmo grau de universalização.

5) Outras fontes de diferenciação entre uns grupos e outros: a diversidade de vocabulário, a complexidade sintática[3] e a riqueza semântica[4] da linguagem que se aprende estão, em grande parte, condicionadas pela linguagem falada no entorno familiar da criança.

6) Traços e as características individuais: os perfis psicológicos vão se tornando mais marcadamente individuais à medida que nos distanciamos do ponto de partida de nosso desenvolvimento.



ü  Disciplina tem três objetivos que são típicos de todos os trabalhos científicos: DESCRIÇÃO, EXPLICAÇÃO E PREDIÇÃO.

A PE se propõe à IDENTIFICAÇÃO e à DESCRIÇÃO dos processos de mudança que estuda, proporcionando detalhes sobre em que consistem, como se manifestam, qual é o seu curso evolutivo característico.
Mas a DESCRIÇÃO não é senão o primeiro dos passos que torna possível chegar a uma correta EXPLICAÇÃO do processo de mudança a que se refere; uma EXPLICAÇÃO que com muita freqüência não é única, mas está sujeita a diferentes hipóteses e interpretações.
Quanto melhor descrito e explicado estiver um fato psicológico de natureza evolutiva, melhor será a PREDIÇÃO que poderemos fazer sobre ele e seu desenvolvimento.
Assim, quanto mais soubermos a respeito de sua natureza e de suas causas, mais bem situados estaremos para fazer indicações sobre sua melhora e otimização, isto é, para procurar influir sobre ele de maneira positiva.

Referência:
PALÁCIOS, Jésus. Psicologia Evolutiva: conceito, enfoques, controvérsias e métodos. IN: COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. & COLS. Desenvolvimento Psicológico e Educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. v. 1.


Glossário:
ü  Inexorável (p. 14): que não cede, não se move à compaixão, imparcial.
ü  Incipiente (p. 14): que está no começo; principiante.



[1] Normativo: significa que os processos estudados pela PE são aplicáveis a todos os seres humanos ou a grandes grupos deles.
[2] Idiosincrásicos: referem-se ao que é próprio de determinados indivíduos, sem que se possa considerar que, de modo algum, caracterizam a todos eles ou a grupos importantes.
[3] Sintaxe: ramo da linguística que estuda os processos generativos ou combinatórios das frases das línguas naturais, tendo em vista especificar a sua estrutura interna e funcionamento.
[4] Semântica: estudo do significado, em todos os sentidos do termo. A semântica opõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo, escritos ou falados).